24 de fevereiro de 2011

8º Passo para a Anestesia Segura: Planejando a Monitorização Adequada


Caros leitores, hoje iniciamos a apresentação do 8º Passo do programa Segurança no Período Perioperatório: 10 Passos para a Anestesia Segura

Este passo (Planejando a Monitorização Adequada) tem por objetivo discutir e apoiar o desenvolvimento de diretrizes assistenciais que sistematizam a monitorização para procedimentos anestésicos cirúrgicos e diagnósticos, de acordo com a gravidade do paciente e a complexidade do procedimento, garantindo a qualidade no cuidado e aumentando a segurança dos processos assistenciais. 

Diversos estudos demonstram que a determinação da monitorização adequada consegue prevenir e reduzir os riscos por meio do reconhecimento precoce de um erro, ou até mesmo por demonstrar deterioração das condições clínicas do paciente de maneira precoce por qualquer outro motivo. A prevenção de danos ao paciente, por sua vez, também pode ajudar a minimizar as ações jurídicas relacionadas à anestesia. A implementação de recomendações padronizadas de monitorização resultou em redução real de complicações em diversos hospitais e instituições, como aconteceu na Harvard Medical School, na década de 80 (Standards for patient monitoring during anesthesia at Harvard Medical School, 1986). 

A monitorização consiste na vigilância contínua a qual os pacientes sob anestesia e sedação devem ser submetidos, sendo considerado o monitoramento das diversas funções orgânicas por meio da integração entre os dados obtidos pelos aparelhos e a avaliação clínica do paciente. A monitorização abrange diversos aspectos: hemodinâmicos, respiratórios/ ventilatórios, consciência, analgesia, relaxamento muscular, atividade neural, temperatura, entre outras. 

A intenção do 8º Passo é apresentar artigos que são referência sobre o assunto, não somente abordando os tipos de monitorização e equipamentos, mas também seus riscos, complicações e alternativas de monitorização básica e avançada no período perioperatório. Iniciamos com a postagem de dois clássicos: Standards for Patient Monitoring during Anesthesia at Harvard Medical School (JAMA, 1986) e Monitoring the monitors - beyond risk management (British Journal of Anaesthesia, 2006).

Se você tiver algum artigo referente ao tema e quiser publicá-lo no blog Anestesia Segura, entre em contato conosco por meio dos comentários abaixo desta postagem. Boa leitura!

Dra. Fabiane Cardia Salman
Comitê de Qualidade e Segurança - SMA

Standards for Patient Monitoring During Anesthesia at Harvard Medical School  
Eichhorn JH, Cooper JB, Cullen DJ, Maier WR, Philip JH, Seeman RG
From the Department of Anaesthesia, Harvard Medical School, Boston.
JAMA. 1986; 256(8):1017-1020. 

As part of a major patient safety/risk management effort, the Department of Anaesthesia of Harvard Medical School, Boston, has devised specific, detailed, mandatory standards for minimal patient monitoring during anesthesia at its nine component teaching hospitals. Such standards have not previously existed, and resistance to the concept was anticipated but not seen. The standards are technically achievable in all settings and affordable in terms of effort and cost. Early detection of untoward trends or events during anesthesia will result in prevention or mitigation of patient injury; this, in turn, may also help counter the explosive increases in anesthesia-related malpractice actions, settlements, judgments, and insurance premiums. The committee process used is applicable to the promulgation of standards of practice for all medical specialties and any organized group of medical practitioners. 

Monitoring the monitors—beyond risk management
J. P. Thompson, R. P. Mahajan
University Department of Cardiovascular Sciences - Division of Anaesthesia Critical Care and Pain Management Leicester Royal Infirmary - Leicester, UK. University Hospitals NHS Trust Queen’s Medical Centre - Nottingham, UK
British Journal of Anaesthesia 97 (1): 1–3 (2006) Editorial

Monitoring, to health care professionals and in particular anaesthetists, usually means the continuous measurement of patient variables over time. However, the word monitor derives from the Latin monere (to warn) and modern English dictionaries include almost a dozen different connotations. These range from an observational warning or recording device (or individual) to audiovisual terminology, a senior school pupil and types of lizard or warship. In a similar way, the term monitor in anaesthesia, critical care, pain management or perioperative medicine actually encompasses a variety of technologies that address diverse but overlapping aspects of anaesthesia and medical care. Over the past two decades, these technologies have advanced greatly and the availability of monitoring devices has multiplied exponentially. This has occurred in conjunction with the developments in electronics, computing, information technology and mobile communications, which has characterized the past 20 yr. This issue of the British Journal of Anaesthesia is based on the symposium held in March 2006 and organized jointly by The Royal College of Anaesthetists and British Journal of Anaesthesia. The articles range from the interaction between humans and machines, new and emerging technologies and their application not only inside and outside the operating room but also at the extremes of environments where medical care may be needed.

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