30 de abril de 2010

Artigo recomendado


Am J Surg. 2009 Nov;198(5):600-6.
Elective surgical case cancellation in the Veterans Health Administration system: identifying areas for improvement.
Argo JL, Vick CC, Graham LA, Itani KM, Bishop MJ, Hawn MT.
Center for Surgical, Medical Acute Care Research and Transitions, Birmingham Veterans Administration Medical Center, Birmingham, AL, USA.

Abstract

BACKGROUND: This study evaluated elective surgical case cancellation (CC) rates, reasons for these cancellations, and identified areas for improvement within the Veterans Health Administration (VA) system. METHODS: CC data for 2006 were collected from the scheduling software for 123 VA facilities. Surveys were distributed to 40 facilities (10 highest and 10 lowest CC rates for high- and low-volume facilities). CC reasons were standardized and piloted at 5 facilities. RESULTS: Of 329,784 cases scheduled by 9 surgical specialties, 40,988 (12.4%) were cancelled. CC reasons (9,528) were placed into 6 broad categories: patient (35%), work-up/medical condition change (28%), facility (20%), surgeon (8%), anesthesia (1%), and miscellaneous (8%). Survey results show areas for improvement at the facility level and a standardized list of 28 CC reasons was comprehensive. CONCLUSIONS: Interventions that decrease cancellations caused by patient factors, inadequate work-up, and facility factors are needed to reduce overall elective surgical case cancellations.

PMID: 19887185 [PubMed - indexed for MEDLINE]

MeSH Terms:
  • Data Collection
  • Efficiency, Organizational
  • Hospitals, Veterans/organization & administration
  • Humans
  • Operating Rooms/organization & administration
  • Surgical Procedures, Elective/economics
  • Surgical Procedures, Elective/statistics & numerical data*
  • United States
  • United States Department of Veterans Affairs/economics
  • United States Department of Veterans Affairs/organization & administration
  • United States Department of Veterans Affairs/statistics & numerical data*

26 de abril de 2010

Artigo recomendado

Anesth Analg. 2009 Nov;109(5):1612-21.
Redesign of a university hospital preanesthesia evaluation clinic using a queuing theory approach.
Zonderland ME, Boer F, Boucherie RJ, de Roode A, van Kleef JW.
Division I, Leiden University Medical Center, Leiden, The Netherlands. m.e.zonderland@lumc.n

Abstract

BACKGROUND: Changes in patient length of stay (the duration of 1 clinic visit) as a result of the introduction of an electronic patient file system forced an anesthesia department to change its outpatient clinic organization. In this study, we sought to demonstrate how the involvement of essential employees combined with mathematical techniques to support the decision-making process resulted in a successful intervention. METHODS: The setting is the preanesthesia evaluation clinic (PAC) of a university hospital, where patients consult several medical professionals, either by walk-in or appointment. Queuing theory was used to model the initial set-up of the clinic, and later to model possible alternative designs. With the queuing model, possible improvements in efficiency could be investigated. Inputs to the model were patient arrival rates and expected service times with clinic employees, collected from the clinic's logging system and by observation. The performance measures calculated with the model were patient length of stay and employee utilization rate. Supported by the model outcomes, a working group consisting of representatives of all clinic employees decided whether the initial design should be maintained or an intervention was needed. RESULTS: The queuing model predicted that 3 of the proposed alternatives would result in better performance. Key points in the intervention were the rescheduling of appointments and the reallocation of tasks. The intervention resulted in a shortening of the time the anesthesiologist needed to decide upon approving the patient for surgery. Patient arrivals increased sharply over 1 yr by more than 16%; however, patient length of stay at the clinic remained essentially unchanged. If the initial set-up of the clinic would have been maintained, the patient length of stay would have increased dramatically. CONCLUSIONS: Queuing theory provides robust methods to evaluate alternative designs for the organization of PACs. In this article, we show that queuing modeling is an adequate approach for redesigning processes in PACs.

PMID: 19843799 [PubMed - indexed for MEDLINE]

MeSH Terms:
  • Adolescent
  • Adult
  • Anesthesia Department, Hospital/organization & administration*
  • Appointments and Schedules
  • Decision Support Techniques
  • Efficiency, Organizational
  • Health Services Needs and Demand
  • Health Services Research
  • Hospitals, University/organization & administration*
  • Humans
  • Length of Stay*
  • Medical Records Systems, Computerized/organization & administration*
  • Medical Staff, Hospital/utilization
  • Models, Organizational*
  • Office Visits*
  • Organizational Objectives*
  • Outpatient Clinics, Hospital/organization & administration*
  • Personnel Staffing and Scheduling
  • Program Development
  • Program Evaluation
  • Reproducibility of Results
  • Time Factors
  • Time and Motion Studies
  • Young Adult

20 de abril de 2010

Continuação do 2º Passo: Highlights 4 a 7

Fonte: Avaliação Pré-anestésica em Crianças - Ana Cíntia Carneiro Leão, Débora de Oliveira Cumino e Emília Aparecida Valinetti. Educação Continuada – Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) – texto extraído parcialmente.

4. Sistema Imunológico - Alergias, anafilaxias e reações adversas
Reações cutâneas às drogas são comuns, porém reações graves aos agentes anestésicos são pouco usuais e ocorrem aproximadamente em 1:5.000 a 1:10.000 anestesias. Mais da metade dessas reações é mediada imunologicamente, ou seja, são anafiláticas ou anafilactóides (4). Aproximadamente um terço das crianças que atendemos no consultório de pré-anestésico apresenta alguma história de reação alérgica, como febre do feno, rinite, asma, alergia às medicações ou alimentos. A história de atopia generalizada ou específica a alimentos, como kiwi, abacate, banana e mamão, são reconhecidamente fatores predisponentes às reações ao látex, assim como crianças submetidas a múltiplos procedimentos, portadoras de mielomeningocele e/ou alterações urogenitais. Conforme estudo epidemiológico, os bloqueadores neuromusculares permanecem como os principais agentes etiológicos das reações imunológicas, sendo responsável por 58% dos casos, seguido do látex em 16% e dos antibióticos em 15% (20)0.

5. Febre e Anestesia
São muito comuns crianças que apresentam febre no pré-operatório imediato com aumentos de temperatura de 0,5°C a 1 °C, o que gera o dilema sobre postergar ou não o procedimento. Esse pequeno aumento na temperatura, quando não acompanhado de nenhum outro sintoma, não impede a realização de anestesia geral, uma vez que pode até ser decorrente do jejum prolongado em lactentes e crianças menores, sendo muito frequente nos portadores de Síndrome de Down. Porém, se a febre estiver associada a outros sintomas, como apatia, quadros infecciosos ou desidratação, o procedimento eletivo deverá ser postergado até que ocorra o diagnóstico e a completa recuperação da criança.

6. Medicamentos em uso
É essencial obter uma história medicamentosa completa. Crianças com doença oncológica prévia ou atual devem ter toda quimioterapia bem documentada. Drogas como daunorrubicina e doxorrubicina podem produzir uma miocardiopatia peculiar, dose-relacionada, que exige avaliação com ecocardiografia e a bleomicina pode produzir toxicidade pulmonar. A maioria das crianças, entretanto, tem apenas história de uso de sintomáticos ou antibióticos para tratar pequenas infecções. Deve-se estar alerta para a possibilidade de uso de medicações não prescritas, que podem conter aspirina, anti-inflamatórios e outros compostos com possibilidade de interferir na coagulação. Terapias alternativas e suplementos dietéticos devem ser especificamente questionados, já que 70% dos pacientes e responsáveis não costumam relatar espontaneamente na avaliação pré-operatória (38). Embora se tenha uma proposta saudável, o efeito a curto e longo prazo destes em crianças é desconhecido. O uso de fitoterápicos é descrito em 4 a 17% dos pacientes pediátricos, iniciado por pais ou responsáveis e com baixa incidência de complicações. Enquanto o impacto dos diferentes fitoterápicos não pode ser quantificado e para reduzir a possibilidade de interações anestésicas, tem sido recomendado pela American Society of Anesthesiologists (ASA), a descontinuação dessas medicações duas semanas antes da cirurgia (38). Essa conduta não se baseia em evidência científica e não se conhece se há morbidade com a interrupção abrupta.

7. Jejum e Hidratação
A orientação dos pais em relação ao tempo de jejum necessário antes da cirurgia (Tabela 5) muitas vezes dispensa a associação de solução de glicose com o objetivo de corrigir hipoglicemia diagnosticada no perioperatório (39). A utilização de glicose associada à solução salina (0,9%) ou Ringer Lactato pode conferir um caráter hipotônico à solução. As soluções hipotônicas possuem maior teor de água livre de eletrólitos favorecendo hiponatremia dilucional, que dependendo da gravidade pode ser responsável por encefatopatia até morte (40). Recentemente, foi realizado um amplo levantamento no Reino Unido para avaliar o tipo de solução utilizada em crianças pelos anestesiologistas no perioperatório (41). Os autores concluíram que o uso de soluções hipotônicas em crianças pode colocá-las em risco para o desenvolvimento de hiponatremia iatrogênica e sugerem que esta complicação pode ser evitada, quando os pais são orientados em relação ao tempo de jejum e pela realimentação oral no pós-operatório, tão logo seja possível.


Referências Bibliográficas
4. COTÉ CD, TODRES ID, RYAN JF et al. Preoperative Evaluation of Pediatric Patients. In: Coté CD. Pediatric Anesthesia. 3.ed. Philadelphia: WB Saunders, 2001, p. 37-54.
20. MERTES PM, LAXENAIRE MC, ALLA F et al. Anaphylactic and anaphylactoid reactions occurring during anesthesia in France in 1999-2000. Anesthesiology, 2003;99:536-545.
38. ALEXANDER JA. The potential hazards of used and abused perioperative drugs, herbs and dietary supplements. ASA Refresh Courses Anesthesiol, 2006;34:1-19.
39. COOK-SATHER SD, HARRIS KA, CHIAVACCI R et al. A liberalized fasting guideline for formula-fed infants does not increase average gastric fl uid volume before elective surgery. Anesth Analg, 2003;96:965-969.
40. STEPHENSON T. Infusions in children. Royal Coll Anaesthetists Bull, 2003;18:909-910.
41. WAY C, DHAMRAIT R, WADE A et al. Perioperative fl uid therapy in children: a survey of current prescribing practice. Br J Anaesth, 2006;97:371-379.

15 de abril de 2010

Continuação do 2º Passo: Highlights 1 a 3

Fonte: Avaliação Pré-anestésica em Crianças - Ana Cíntia Carneiro Leão, Débora de Oliveira Cumino e Emília Aparecida Valinetti. Educação Continuada – Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) – texto extraído parcialmente.

Conforme explicamos no post anterior, o passo Avaliação Pré-Anestésica em Pacientes Pediátricos foi dividido em 10 highlights. Hoje apresentamos os 3 primeiros:

1. Avaliação criteriosa dos antecedentes maternos e neonatais, buscando rastrear problemas potencialmente graves e que podem interferir no procedimento anestésico, como por exemplo, na Tabela 1.



Atenção às peculiaridades de pacientes prematuros. A prematuridade pode estar associada à apneia, anemia, depressão perinatal, hipoglicemia, hipocalcemia, hipomagnesemia, hiperbilirrubinemia, policitemia, infecção viral, trombocitopenia, anomalias congênitas, entre outras (Tabela 2).

Os neonatos prematuros são os que nascem com menos de 37 semanas de gestação. Podemos classificá-los em:
  • limítrofes – nascidos entre 36 e 37 semanas
  • moderados – nascidos entre 31 e 35 semanas
  • graves – nascidos entre 24 e 30 semanas

2. Anemia e Sistema Hematopoiético: É controversa a realização de cirurgias eletivas em crianças anêmicas; deve-se considerar o tipo e porte cirúrgico e a emergência em realizar o procedimento. Muitos anestesiologistas pediátricos recomendam um hematócrito acima de 25%, mas em algumas circunstâncias especiais (como exemplo a anemia fisiológica entre o 2° e 4° mês de vida), hematócritos menores são aceitáveis em neonatos a termo e AIG (adequado para a idade gestacional). Se existe perspectiva de sangramento intra-operatório, a causa da anemia deve ser investigada, tratada, e o procedimento cirúrgico eletivo postergado até o restabelecimento do hematócrito.

3. Sistema Respiratório e Infecções das vias aéreas superiores (IVAS): a grande maioria das complicações respiratórias durante a anestesia ocorre por ventilação inadequada. Dentre os incidentes respiratórios, a hipóxia e o laringoespasmo são responsáveis por mais de um terço das complicações respiratórias, a via aérea difícil por 13% e o broncoespasmo por 7%. As infecções das vias aéreas superiores têm alta incidência e prevalência nas crianças abaixo de 2 anos de idade, ocorrendo de 5 a 10 episódios por ano, principalmente nas que se submetem a procedimentos otorrinolaringológicos (10). É extremamente importante diferenciar os processos virais dos de etiologia não-infecciosa, como as rinites alérgicas ou vasomotora, que não geram tantas alterações respiratórias como os processos infecciosos. Por outro lado, quando a rinorréia é um sintoma de infecção das vias aéreas superiores deve-se adiar os procedimentos eletivos (Quadro 1). A avaliação pré-anestésica necessita de uma história completa, exame físico e, ocasionalmente, a interpretação de exames laboratoriais, porém, sem dúvida, a história clínica é o elemento mais importante para estabelecer o diagnóstico diferencial. Usualmente, os pais informam bem sobre a rinorréia das crianças, se é algo habitual ou parte de um quadro infeccioso que necessita postergar o procedimento eletivo. Questões sobre sinais e sintomas, como fadiga, apatia, diminuição do apetite, alterações do sono, presença de secreção purulenta nas vias aéreas superiores, broncoespasmo, estertores pulmonares, temperatura acima de 38oC, auxiliam a diferenciar um quadro agudo de uma condição crônica.


Referências Bibliográficas:
10. PUSCH F, WILDING E, GRABNER CM. Principles in peri-operative paediatric medicine. Anesthesia,1998;53(suppl 2):69-72.

14 de abril de 2010

2º Passo: Avaliação Pré-anestésica em Pacientes Pediátricos


Fonte: Avaliação Pré-anestésica em Crianças - Ana Cíntia Carneiro Leão, Débora de Oliveira Cumino e Emília Aparecida Valinetti. Educação Continuada – Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) – texto extraído parcialmente.

As crianças habitualmente são hígidas e vários dos procedimentos cirúrgicos pediátricos são simples e com rápida recuperação, o que torna estes pacientes excelentes candidatos aos procedimentos ambulatoriais. Porém, a maioria dos eventos adversos críticos ocorre em crianças saudáveis (80% em crianças ASA I e II) e destas, 73% são submetidas a procedimentos eletivos (2). Na Universidade da Flórida, demonstrou-se que a APA altera o planejamento dos cuidados intra e pós-operatórios em mais de 20% dos pacientes (3). Portanto o sucesso dos procedimentos eletivos está na realização de uma avaliação pré-anestésica criteriosa, com a seleção cuidadosa dos pacientes, preparação e orientação para o pós-operatório. O momento em que a consulta pré-anestésica ocorre é outro fator muito importante. De modo geral, ela deve ser realizada com pelo menos 24 horas de antecedência do procedimento cirúrgico, o que permite o não-cancelamento da cirurgia, diminuindo os gastos. Além disso, se for necessário alguma avaliação de especialista ou exame complementar, este pode ser realizado antes do procedimento. Este intervalo também é útil na eventualidade de a criança, ao realizar exame físico, apresente algum sintoma que possa ser tratado previamente, sem a necessidade do cancelamento da cirurgia (27).

Durante o desenvolvimento dos tópicos do programa 10 Passos para a Anestesia Segura entendemos ser primordial o desenvolvimento dos 10 highlights da avaliação pré-anestésica focados em pacientes pediátricos, para que aumentemos a qualidade e a segurança do cuidado anestésico de nossos pequenos pacientes. Acompanhe a partir de amanhã, os posts com os principais tópicos selecionados (highlights):
  1. Avaliação criteriosa dos antecedentes maternos e neonatais
  2. Anemia e Sistema Hematopoiético
  3. Sistema Respiratório e Infecções das vias aéreas superiores (IVAS)
  4. Sistema Imunológico - Alergias, anafilaxias e reações adversas
  5. Febre e Anestesia
  6. Medicamentos em Uso
  7. Jejum e Hidratação
  8. Medicação Pré-anestésica (MPA)
  9. Exames laboratoriais
  10. Orientação dos pais e da criança: esclarecimento, jejum e estratégias não farmacológicas
Referências Bibliográficas:
2. TAY CL, TAN GM, NG SB. Critical incidents in paediatric anaesthesia: an audit of 10000 anaesthetics in Singapore. Paediatric Anaesth, 2001; 11:711-718.
3. ALLEN GS, COX CS JR, WHITE N et al. Postoperative respiratory complications in ex-premature infants after inguinal herniorraphy. J Pediatr Surg, 1998; 33:1095-1098.
27. VON UNGEM-STERNBERG BS, HABRE W. Pediatric anesthesia − potential risks and their assessment: part II. Pediatric Anesth, 2007; 17:311-20

12 de abril de 2010

Artigo: Simulation to analyse planning difficulties at the preoperative assessment clinic.


Br J Anaesth. 2008 Feb;100(2):195-202.
Simulation to analyse planning difficulties at the preoperative assessment clinic.
Edward GM, Das SF, Elkhuizen SG, Bakker PJ, Hontelez JA, Hollmann MW, Preckel B, Lemaire LC.
Department of Anaesthesiology, Academic Medical Centre, University of Amsterdam, PO Box 22700, 1100 DE Amsterdam, The Netherlands.

Abstract:

BACKGROUND: Little research has been performed on designing appointment systems for the preoperative assessment clinic (PAC). We aimed to investigate how two organizational planning difficulties, (i) long access times and (ii) long waiting times, could be analysed systematically. METHODS: Two simulation models were used to test different scenarios to reduce access time and waiting times. First, we determined the number of appointments needed to reduce the access time from 5 weeks to 10 working days for 95% of all patients. Subsequently, we determined how long the consultation time should be, taking patients' American Society Anesthesiologists (ASA) physical status into account, to reduce the maximum waiting time to 10 min for 95% of all patients. RESULTS: Although we found the actual capacity, that is, consultations per day, to be enough to meet demand, a backlog existed, as the access time for the PAC was 5 weeks. A temporary extra capacity is needed to eliminate this backlog. When the reserved consultation time is 18 min for patients with ASA class I or II and 30 min for patients with ASA class III or IV, the maximum waiting times decrease to 10 min for 95% of all patients. CONCLUSIONS: This study shows that a simulation model is a helpful tool to determine the capacity needed to achieve and to maintain a proposed service level for access times and waiting times. In addition, waiting times at the PAC can be reduced by making the reserved consultation time dependent on patients' ASA physical status.

PMID: 18211993 [PubMed - indexed for MEDLINE]

MeSH Terms:
  • Appointments and Schedules*
  • Computer Simulation*
  • Health Services Accessibility
  • Health Services Research/methods
  • Humans
  • Models, Organizational*
  • Netherlands
  • Outpatient Clinics, Hospital/organization & administration*
  • Preoperative Care/methods*
  • Time Factors
  • Waiting Lists

9 de abril de 2010

Indicação de Artigo - The effects of implementing a new schedule at the preoperative assessment clinic.


1. Eur J Anaesthesiol. 2010 Feb;27(2):209-13.
The effects of implementing a new schedule at the preoperative assessment clinic.
Edward GM, Preckel B, Martijn BS, Oort FJ, de Haes HC, Hollmann MW.
Department of Anaesthesiology, Academic Medical Centre, University of Amsterdam, Amsterdam, the Netherlands.

BACKGROUND AND OBJECTIVE: Long waiting times are a problem often encountered at the preoperative assessment clinic (PAC). To tackle this problem, we redesigned our appointment system using a multifactor approach. Waiting times and patients' experiences before and after implementation of the new appointment system were compared. METHODS: During 3 weeks, patient flow times were measured at the PAC. These were used to calculate the procedure time of the nurse and physician, and the patient's waiting time. Patients who visited the PAC received the Patient Experiences with the Preoperative Assessment Clinic questionnaire to measure their experiences. Waiting times and patients' experiences before and after implementation of the new appointment system were compared. RESULTS: After implementation of the new appointment system, mean total waiting time was reduced from 26 (SD 23) min to 16 (15) min (P < 0.001). Thirty per cent of the patients were late for their appointment. On average, physicians were 21 (10) min late for their first appointment. The questionnaire was sent to 476 patients (response 68%). On a 0-100 scale, patients' experiences with waiting time improved from 49 (19) to 52 (18) and patients' mean overall appraisal of the PAC increased from 78 (16) to 81 (14) (P < 0.05). CONCLUSION: The new appointment system reduced the waiting time at the PAC, and patients' experiences were more positive after implementation of the new system. All efforts should be made to avoid unpunctuality from physicians and patients.

PMID: 19915479 [PubMed - indexed for MEDLINE]

MeSH Terms:
  • Appointments and Schedules*
  • Computer Simulation
  • Health Services Accessibility
  • Humans
  • Outpatient Clinics, Hospital/organization & administration*
  • Patient Satisfaction
  • Physicians/organization & administration
  • Physicians/standards
  • Preoperative Care/methods*
  • Questionnaires
  • Time Factors
  • Waiting Lists

1 de abril de 2010

2º Passo: Avaliação Pré-anestésica


Um dos pilares da avaliação pré-anestésica é o estabelecimento de uma relação de confiança entre o anestesiologista e o paciente. Para muitos pacientes o período pré-operatório é estressante e pode gerar irritabilidade, nervosismo, crises de angústia e depressão. Somam-se os medos excessivos (fobias) que podem ser relativos à cirurgia, como mutilação (câncer), cicatriz e dor (MAGALHÃES FILHO, 2006, BRAZ, 2005; BOTTOMLEY, 1997) e à anestesia (medo de não acordar, de acordar durante o procedimento, paralisias), sendo muitas vezes o medo da anestesia maior do que os sentimentos negativos oriundos do procedimento cirúrgico. Ao se defrontar com a cirurgia e a anestesia, os pacientes apresentam alterações hormonais provocadas pela ansiedade, moduladas pela avaliação cognitiva deste enfrentamento e acompanhadas de alterações fisiológicas perceptíveis (LIU, 1994).

O anestesiologista deve conduzir uma entrevista calma e organizada e mostrar ao paciente que entende suas preocupações, reafirmando que o mesmo estará continuamente monitorado por profissionais competentes e monitorização adequada. A avaliação pré-anestésica é o momento ideal para fornecer informações ao paciente referentes a tempo de jejum, preparo, tempo aproximado do procedimento, uso de monitorização e líquidos venosos, colocação de cateteres (arteriais ou epidurais) e uso de suas próprias medicações, entre outras (KARIN, 2002). Riscos, benefícios, complicações potenciais e alternativas também devem ser abordadas em uma conversa franca, exercendo a plena autonomia do paciente. São tantas informações importantes que tem sido preconizada mundialmente a entrega de informativos impressos que contemplem recomendações para os períodos pré, intra e pós-anestésico.

Além de seu componente “ansiolítico”, a avaliação pré-anestésica visa reduzir a mortalidade e morbidade relacionadas ao procedimento anestésico-cirúrgico por meio da minimização de riscos potencialmente evitáveis e do planejamento oportuno de cuidado anestésico. O anestesiologista deve ser responsável pela determinação do estado clínico do paciente, desenvolver um plano de cuidados anestésicos e explicar ao paciente ou seu responsável o plano proposto (ASA, 2002; LIGNAU, 2002).

Estas normas básicas aplicam-se a todos os pacientes que recebem cuidados prestados pelo anestesiologista. Em circunstâncias não usuais, por exemplo, em emergências, estas normas básicas podem ser modificadas. Nestas situações, as circunstâncias devem ser documentadas de maneira apropriada no prontuário do paciente.

O desenvolvimento de um plano apropriado de cuidado anestésico deve ser baseado em:

1. Revisão do prontuário do paciente
2. Avaliação clínica para:
  • Detalhar história clínica, experiências anestésicas prévias e medicações atuais/ recentes.
  • Ressaltar e estabelecer aspectos do exame físico que possam afetar decisões relacionadas ao cuidado e risco perioperatório.

3. Rever e solicitar avaliações laboratoriais, meios diagnósticos e, se necessário para a condução do procedimento anestésico, interconsulta com outro especialista.
4. Determinar e prescrever medicações pré-operatórias adequadas à condução da anestesia.

Todas estas informações devem ser registradas pelo anestesiologista na Ficha de Avaliação Pré-anestésica (APA). A Ficha de APA é um instrumento que facilita a comunicação entre a equipe de profissionais que atenderão o paciente, sendo fonte de informações para o planejamento do cuidado (LARSON, 2002).

Foi publicada em novembro de 2006 a Resolução 1802 do Conselho Federal de Medicina que dispõe sobre a prática do ato anestésico e define quais fichas são obrigatórias na documentação da anestesia e seus conteúdos:

ANEXO I. Ficha de avaliação pré-anestésica, incluindo:

a. Identificação do anestesiologista
b. Identificação do paciente
c. Dados antropométricos
d. Antecedentes pessoais e familiares
e. Exame físico, incluindo avaliação das vias aéreas
f. Diagnóstico cirúrgico e doenças associadas
g. Tratamento (incluindo fármacos de uso atual ou recente)
h. Jejum pré-operatório
i. Resultados dos exames complementares eventualmente solicitados e opinião de outros especialistas, se for o caso
j. Estado físico
k. Prescrição pré-anestésica
l. Consentimento informado específico para a anestesia

Importante salientar que o Consentimento Informado Específico da Anestesia pode estar inserido na ficha de APA ou ser um documento a parte.

Muitas vezes a realização da avaliação pré-anestésica antes do encaminhamento do paciente para a sala cirúrgica pode se tornar um desafio, já que necessita de profissionais competentes, comunicação eficaz entre setores e profissionais e uma logística eficiente, sendo que a informatização assistencial contribui de forma impactante para a melhoria da APA (EDWARD, 2010; DEXTER, 1999).

O CMS – Centers for Medicare & Medicaid Services, vinculado ao U.S. Department of Health and Human Services publicou em 4 de janeiro de 2010 um alerta: “WHAT'S NEW FOR ANESTHESIA PRACTICES IN 2010” apresentando recomendações de condutas no período perioperatório que são consensadas pela Joint Commission International (JCI).

Referências Bibliográficas:
AMERICAN SOCIETY OF ANESTHESIOLOGISTS. Task Force on Preanesthesia Evaluation. "Practice Advisory for Preanesthesia Evaluation." Anesthesiology 96 (February 2002): 485–496.
BRAZ DS, RIBAS MM, DEDIVITIS RA et al - Quality of life and depression in patients undergoing total and partial laryngectomy.Clinics, 2005;60:135-142.
BOTTOMLEY A. Psychosocial problems in cancer care: a brief review of common problems. J Psychiatr Mental Health Nurs,1997;4:323-331.
DEXTER F. Design of appointment systems for preanesthesia evaluation clinics to minimize patient waiting times: a review of computer simulation and patient survey studies. Anesth Analg. 1999 Oct;89(4):925-31.
EDWARD GM, PRECKEL B, MARTIJN BS, OORT FJ, DE HAES HC, HOLLMANN MW. The effects of implementing a new schedule at the preoperative assessment clinic. Eur J Anaesthesiol. 2010 Feb; 27(2):209-13.
KARIM, A. AND M. ESTEVE. "Specific Aspects of the Pre-Anesthesic Consultation in Patients with Cancer." [in French] Bulletin du Cancer 89 (June 2002): 612–618.
LARSON, MERLIN, MD. "Waters, Guedel, and the Pre-Anesthesic Evaluation." California Society of Anesthesiologists Bulletin 51 (January-March 2002): 69–75.
LIGNAU, W. AND H. U. STROHMENGER. "Responsibility of the Anaesthesiologist in the Preoperative Risk Evaluation." [in German] Der Anaesthesist 51 (September 2002): 704–715.
LIU, R; BARRY, J.E.; WEINMAN, J. Effects of background stress and anxiety on postoperative recovery. Anaesthesia, v. 49, n. 5, p. 382-86, 1994.
MAGALHÃES FILHO LL, SEGURADO A, MARCOLINO JAM, MATHIAS LAST. Impacto da Avaliação Pré-Anestésica sobre a Ansiedade e a Depressão dos Pacientes Cirúrgicos com Câncer. Rev Bras de Anestesiol 2006; 56: 2: 126 – 136.

Nas próximas semanas publicaremos highlights e artigos referentes à avaliação pré-anestésica e a sua importância para a segurança do paciente e dos profissionais envolvidos no seu cuidado. Fique atento!

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